As soluções de Aquecimento do mercado português
Texto: Ana Clara
André Felício, da CEST, começa por dizer que, «tradicionalmente, os sistemas de aquecimento nos edifícios em Portugal ou eram descurados ou deixados a cargo de sistemas baseados em caldeiras».
«Os fabricantes e instaladores de sistemas de climatização dedicavam-se sobretudo aos sistemas de arrefecimento. Com a evolução dos equipamentos, nomeadamente a maior fiabilidade e melhor desempenho dos sistemas reversíveis, capazes de “produzir” frio ou calor (vulgo bombas de calor), assiste-se a uma mudança de paradigma, com a proliferação de sistemas de aquecimento baseados em bombas de calor», considera.
Para o responsável da CEST, «a utilização de bombas de calor para aquecimento vem no sentido da redução das emissões de CO2 previstas no Protocolo de Paris bem como na redução dos custos de exploração».
Seguindo esta tendência, «a Aermec desenvolveu novas bombas de calor para dar resposta às solicitações do mercado.».
Nas bombas de calor ar-água, destaca-se a gama NRK. «Capazes de produzir água quente até 65ºC, as bombas de calor Aermec NRK podem ser o substituto ideal de fontes de aquecimento convencional (caldeiras ou resistências eléctricas) permitindo reduções de consumo de energia até 70%», explica André Felício.
Para aplicações onde seja necessária temperatura de água elevada (80ºC), «a Aermec desenvolveu as bombas de calor WWB. Estas novas bombas de calor, de tipo booster, permitem produzir água quente até 80ºC, usando como fonte de calor água quente a baixa temperatura, proveniente da condensação de chillers água-água, rejeição de calor de processo ou recuperação de calor de chillers».
O circuito frigorífico, dotado de compressores scroll a R134a, permite fazer a elevação da temperatura da água dos 30ºC-40ºC para cerca de 80ºC, sendo assim utilizável para a produção de água quente sanitária em substituição de caldeiras.
Em condições nominais «o COP da gama WWB é superior a 4, posicionando-se como uma alternativa economicamente vantajosa para a produção de água quente sanitária em aplicações como hotéis, hospitais ou outros edifícios com grandes consumos de água quente», refere André Felício.
E acrescenta que «a expectativa é de que a utilização de bombas de calor, quer para aquecimento quer para a produção de água quente sanitária, venha a crescer nos próximos anos. A sua utilização pode ser uma oportunidade para os investidores através da redução dos custos de exploração dos edifícios mas também para o país, na perspectiva de redução das emissões de CO2, maximização da utilização de energia eléctrica de origem renovável e cumprimento dos acordos internacionais de combate às alterações climáticas».
Grupo GIA
Também Pedro Soares, do Grupo GIA, refere que o Grupo tem uma gama «muito alargada de soluções para o aquecimento, especialmente desde que incorporou as caldeiras do fabricante Italiano SIME no seu conjunto de soluções».
A SIME, constituída em 1971, iniciou de imediato o fabrico de caldeiras em corpo de ferro fundido, após a aquisição de uma conceituada fundição.
«40 anos depois, esta mesma fundição faz da SIME um dos fabricantes Italianos mais fortes em ferro fundido. Mas a SIME não vive só deste tipo de soluções. Fabrica os sistemas mais inteligentes de aquecimento e águas quentes, graças a uma capacidade de desenvolvimento ímpar. Devemos destacar a UNIQA. É uma caldeira, convencional, que cumpre a ERP. Seguramente a UNIQA será a única caldeira do mercado que não é de condensação e que está certificada nos dias de hoje. A grande vantagem é que em instalações existentes, não é necessário substituir as chaminés antigas», frisa.
E adianta que «um dos problemas da instalação de caldeiras de condensação, é que as antigas chaminés têm que ser substituídas por chaminés novas em polipropileno, resistente aos gases com os condensados altamente corrosivos. Sendo a UNIQA uma caldeira convencional, não há condensação, e as chaminés podem ser mantidas».
«Para cumprir a eficiência exigida pela ERP, o segredo desta caldeira é ter um pequeno circuito frigorífico, o que lhe aumenta a eficiência», lembra Pedro Soares.
Outra gama que merece destaque é a das Caldeiras Murelle Equipe.
«São caldeiras murais de condensação, preparadas para trabalhar em cascata, e com capacidades desde 67 até 660 kW. Compostas por um permutador tubular em inox, colectores hidráulicos, de gás, de saída de fumos e condensados. Inclui ainda uma placa de gestão electrónica em cascata com sonda externa e tem possibilidade de comunicação MODBUS, com a colocação de uma ficha RS-485. Pode ainda gerir um sistema solar, ou até 3 zonas de circuitos mistos, mediante a aplicação de placas electrónicas opcionais. Esta gama está preparada para instalação no interior de uma casa de máquinas, ou para o exterior, na sua versão BOX», salienta.
A ALU HE e ALU HE PLUS são caldeiras de chão de condensação numa liga de alumínio-silício. As capacidades variam entre 78 e 1100 kW e são a versão mais compacta para este nível de potência. Também estão preparadas para trabalhar em cascata, e para comunicarem em MODBUS, ou controlarem 3 circuitos independentes ou um sistema solar, mediante a aplicação de placas electrónicas opcionais.
Para o aquecimento, e para além da SIME com soluções de combustão, o Grupo GIA tem diversas soluções de bombas de calor, com as marcas HTW e GIATSU
«As marcas HTW e GIATSU, que tem vindo a crescer no nosso mercado, pela consolidação dos seus distribuidores, tem vindo a convencer pela panóplia de soluções de alta eficiência, elevada qualidade, aliada a uma estética moderna e a preços competitivos, sempre com uma garantia alargada e assistência técnica representada por mais de 25 centros espalhados por todo o país», sustenta o responsável do Grupo GIA.
Relembra ainda que, em 2017, foi apresentada por altura da Feira Climatización em Madrid, a ECO THERMAL.
«Esta bomba de calor, com capacidades entre 7 e 16 kW, é a solução ideal para climatizar e aquecer Águas Quentes Sanitárias (AQS). Com duplo Set-point, e sonda de AQS incorporada é a electrónica da bomba de calor que gere a válvula de 3 vias. O controlador incorporado surpreende pela sua simplicidade, mas simultaneamente pela sua completa possibilidade de controlo», realça.
A gama apresentada pode ser consultada em www.sime.it e em https://htwspain.com, sendo que Grupo GIA prevê a continuação do seu crescimento em Portugal.
(continua)
Nota Editorial:
Artigo publicado na edição de Setembro de 2018 no âmbito do Dossier Aquecimento.
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